Tuesday, September 25, 2007

Adivinha quem voltou!

Depois de um atribulado e nada produtivo momento de blogueio (sim, de blog...) criativo, decidi voltar a escrever no Objectivista. Não que algum dia tencionei deixar de escrever - muito pelo contrário. Ideias não me faltam, simplesmente não me tenho encontrado nas melhores circunstâncias ou então não me tem apetecido. É favor ler o último post, quem não sabe a que me refiro. Pois bem, irmãs e irmãos, aqui estou eu de novo com os posts mais je ne sais pas da blogosfera. Mesmo assim, sinto necessidade de justificar a minha ausência, principalmente para com aqueles que meteram o link do Objectivista nas suas hiperligações - a razão pelo qual eu não escrevi prende-se com uma estranha inquietação por minha parte de que, se escrevo sobre determinado assunto, tenho sempre em conta o que é que certa pessoa vai pensar a respeito. Decidi não escrever sobre o que me inquieta. Em vez disso, vou recalcar e continuar a estudar para, quando tiver nos meus trinta e poucos, ter dinheiro para pagar um psicólogo. Ou então para gastar em álcool e prostitutas. Isso depois vê-se...

Grato pela compreensão.

Friday, August 10, 2007

Procrastinação - Amanhã vou deixar de o ser

Passo dias, noites, uma vida inteira à espera de uma iluminação. Algo simples mas concreto. Não necessariamente um acesso a toda a sabedoria universal. Nada disso, quero algo instantâneo - que me faça abrir os olhos e me obrigue a ganhar alguma atitude perante a vida, perante as outras pessoas e, principalmente, perante mim.
Por vezes acredito que preciso de uma tragédia - a morte de um familiar, um acidente, uma desilusão amorosa, uma ameaça de morte... enfim, um empurrãozinho. (Mascaro toda a angústia e transformo-a em algo risível. Há quem considere isso uma dádiva, mas no meu caso é um entrave à confrontação de dúvidas e, consequentemente, à mudança).
E penso: será mesmo necessário atingir uma circunstância extrema para eu mudar? Porque não me basta o amor próprio? Será que não me amo o suficiente?
(Oh, meu deus. Pânico.)
Confesso que mais facilmente me motivo por sentimentos de ódio e inveja do que por amor próprio. Isso é errado, eu sei. Mas já há muito que alguém disse que a sinceridade é a arma dos fracos e, neste momento, é assim que me sinto. Peço desculpa a quem possa ficar incomodado.
Mais um dia, mais um sonho adiado. Procrastinação, é o que lhe chamam os psicólogos. É curioso quando descobrimos o nome de algo prejudicial a que nos acomodámos há tantos anos atrás. Faz-nos pensar "Espera lá, alguma coisa não está bem". E não me refiro a perturbações de foro psicológico a que alguns pseudo-perturbados se auto-diagnosticam após lerem meia-dúzia de sintomas no DSM-IV. Deixo isso para quem estuda e entende disso. Não, refiro-me a algo do foro emocional. Algo com o qual me posso identificar.
É como se, inconscientemente, quisesse pertencer a um grupo restrito, sem nome nem identidade, sem espaço ou localidade concreta. Algo abstracto. Sim, porque é tão fácil ser-se abstracto num mundo em que tudo é catalogado, comparado, seleccionado, etc. Porém, a partir do momento em que me identifiquei com algo previamente instituído, senti uma desilusão tremenda, para com o mundo e para comigo próprio. Pensava ser único, mas na verdade era igual a todos os outros que querem à força ser diferentes.
Descubro o amor e, como que de repente, sinto-me identificado não com um grupo, mas com uma pessoa. Se o amor próprio não me bastava, compenso agora com a vontade de fazer alguém feliz - alguém que não eu. Porque sinceramente, e não tão raramente quanto alguns possam pensar, questiono-me se de facto merecerei ser feliz...

"A quem me ama, obrigado. A quem me odeia, muitíssimo obrigado." - João P. Veiga

Tuesday, August 7, 2007

Cantinho do Ódio nº1 - Pessoas que dizem que estou errado quando tenho a certeza que estou certo

Decidi criar uma nova atracção no meu blog à qual vou dar o nome "Cantinho do Ódio". Basicamente o que vou fazer é referenciar todas as coisas das quais eu, particularmente, não gosto ou pelas quais sinto um desprezo de estimação, o que pode incluir celebridades, programas de televisão, etc..
Acredito, muito sinceramente, que as coisas que eu odeio dirão muito mais sobre mim do que qualquer testamento que eu possa escrever sobre a minha pessoa.

Ódio Nº1:
Pessoas que dizem que estou errado quando tenho a certeza que estou certo.

Creio que não preciso de explicar muito, já toda a gente passou por esta frustração. Acontece muito em discussões sobre a nacionalidade do Che Guevara, sobre a forma como o Bob Marley morreu ou sobre trivialidades tão insignificantes que nem sequer me vêem à cabeça.
Para provar o meu ponto de vista digo quase sempre: "Vamos ver à Wikipedia!".
Dizem-me: "Ah, agora vou mesmo à net só para isso!".
Pior mesmo é quando não há forma de provar de que estou certo. Quando era criança os mentirosos acabavam sempre o argumento com "Se não acreditas, pergunta à minha mãe". E eu normalmente calava-me.
E, meu deus(!), ainda pior é quando eu, após meia-hora de discussão, provo que estava certo e me dizem "Pronto, leva lá a bicicleta" ou assim. Simplesmente odeio isso.

Tuesday, July 31, 2007

Reminiscências Pt.2 - A insanidade lógica do quotidiano

O despertador toca. Repetidamente. Insistentemente. Abro os olhos e, com o mínimo de racionalidade que me resta, levanto-me da cama para sobreviver mais um dia. Como uma maçã. Faço dez séries de vinte abdominais e quinze quilómetros de bicicleta ergonómica. "Inspira, expira... relaxa, concentra-te.. tu és capaz, David!". No fim do banho, limpo a cara com um gel de exfoliação suave. Humedeço um disco de algodão com um tónico e passo pelo rosto. De seguida, aplico uma loção de tratamento anti-oleosidade e, como dormi pouco mais de quatro horas, espalho também um pouco de creme de menta pelo contorno dos olhos, para disfarçar a fadiga. Faço a barba, aplico um after-shave sem álcool e, com a pele ainda húmida, massajo a cara com um óleo hidratante. Para moldar o cabelo, uso um gel de hortelã com uma fórmula refrescante e enriquecido com hidratos de carbono, que realça o brilho natural do couro cabeludo. Olho-me ao espelho. Sinto-me bem ao constatar que estou em forma. Na cozinha, o pequeno Golden Retriever que eu adoptei ainda dorme, com uma pata a tapar os olhos por causa da luz do sol que entra pelos estores da varanda. Dez minutos antes do pequeno-almoço, tomo um suplemento vitamínico e bebo uma ampola diurética, diluída num copo com água tónica. Aqueço meio litro de leite, junto duas colheres de chocolate em pó e uma colher de mel. Como quatro tostas de pão integral com manteiga de baixo teor calórico, compota de pêssego e umas tiras de presunto. Entretanto, leio o jornal que comprei ontem no quiosque à frente do tribunal. Apago todas as luzes, acendo o primeiro cigarro do dia e saio de casa em direcção à sede do jornal para mais um dia de trabalho...

"Devemos todos sofrer de uma de duas dores: a dor da disciplina ou a dor do ressentimento. A diferença reside no facto de que a disciplina pesa gramas enquanto que o ressentimento pesa toneladas" - Jim Rohn

Wednesday, July 25, 2007

Olha! Um post novo?


Não, ainda não é hoje. Tenho andado muito ocupado... com coisas!
Mas enquanto esperam aqui fica um pequeno entretenimento para as 3 ou 4 pessoas que vêm ver este blog:
American Dad vs Family Guy Kung-Fu II Turbo! Hyper-Mega Edition

Depois não digam que não sou amigo!

Wednesday, July 18, 2007

Parabéns, Doutor!

"Alguns podem não viver, mas os malucos nunca morrem" - HST (R.I.P.)

Um mestre. Uma influência. Um anti-herói.
Estarás sempre presente em mim. Sempre.

Mahalo.

Tuesday, July 10, 2007

Amor - emoção cliché?

Escrevo enquanto olho para ti.
Abstraio-me do mundo para me concentrar nas tuas formas.
Morro e renasço, na fracção de um olhar trocado ingenuamente.
Enquanto olho para ti, escrevo sobre ti.
Assinalo todos os teus defeitos e adoro-os.
A tua boca, o teu nariz, o teu cabelo.
Tudo em ti é divino e, ao mesmo tempo, solenemente imperfeito.
Ao mesmo tempo que escrevo sobre ti, vou recitando para ti.
Enches-me a Alma.
Poder olhar para ti, sabendo que não me podes ver.
Quero queimar tudo o que escrevi sobre ti.
Quero escrever de novo.
Voltar a sentir o pleno deleite de quando penso em ti;
e o agónico desespero de não te poder tocar...